Fonte: Juliana Simonetti – Redação Cruzeiro do Sul
Antes de encarar clĂĄssicos como âDom Quixoteâ, de Cervantes, âGuerra e Pazâ, de TolstĂłi, ou âUlissesâ, de James Joyce – trajetĂłrias que, sem dĂșvida, exigirĂŁo fĂŽlego do leitor -, para garantir que o caminho seja recompensador e percorrido sem grandes percalços, vale a pena pesquisar qual a melhor tradução oferecida no mercado editorial brasileiro, senĂŁo corre-se o risco de trocar gato por lebre. Ponte entre o leitor e o autor, o tradutor, que Ă© apresentado nas primeiras pĂĄginas do livro e que muita gente nem dĂĄ muita importĂąncia, Ă© peça-chave na literatura estrangeira e pode, facilmente, levar o leitor a amar ou odiar uma obra, com ou sem razĂŁo. âTem gente que diz que nĂŁo conseguiu passar das primeiras pĂĄginas de Dom Quixote, por exemplo. Na maioria das vezes, essa pessoa pode ter em mĂŁos uma mĂĄ tradução ou, na melhor das hipĂłteses, uma tradução desatualizada. Neste caso, engana-se o leitor ao dizer que nĂŁo gostou de Cervantes. Ele nĂŁo leu Cervantesâ, explica Nelson Fonseca Neto, 32, que Ă© professor de literatura e proprietĂĄrio de uma livraria na cidade.
