Fonte: Juliana Simonetti – Redação Cruzeiro do Sul
Antes de encarar clĂĄssicos como âDom Quixoteâ, de Cervantes, âGuerra e Pazâ, de TolstĂłi, ou âUlissesâ, de James Joyce – trajetĂłrias que, sem dĂșvida, exigirĂŁo fĂŽlego do leitor -, para garantir que o caminho seja recompensador e percorrido sem grandes percalços, vale a pena pesquisar qual a melhor tradução oferecida no mercado editorial brasileiro, senĂŁo corre-se o risco de trocar gato por lebre. Ponte entre o leitor e o autor, o tradutor, que Ă© apresentado nas primeiras pĂĄginas do livro e que muita gente nem dĂĄ muita importĂąncia, Ă© peça-chave na literatura estrangeira e pode, facilmente, levar o leitor a amar ou odiar uma obra, com ou sem razĂŁo. âTem gente que diz que nĂŁo conseguiu passar das primeiras pĂĄginas de Dom Quixote, por exemplo. Na maioria das vezes, essa pessoa pode ter em mĂŁos uma mĂĄ tradução ou, na melhor das hipĂłteses, uma tradução desatualizada. Neste caso, engana-se o leitor ao dizer que nĂŁo gostou de Cervantes. Ele nĂŁo leu Cervantesâ, explica Nelson Fonseca Neto, 32, que Ă© professor de literatura e proprietĂĄrio de uma livraria na cidade.
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Ela nĂŁo inventou o computador, tĂŁo pouco criou softwares revolucionĂĄrios, apenas soube vender de um modo inteligente, do jeito que o cliente quer.
Na DELL que manda Ă© vocĂȘ.
A histĂłria
Michael Dell fundou a empresa em 1984, entĂŁo com 19 anos, enquanto ainda estudava medicina na Universidade do Texas na cidade de Austin. Com apenas US$ 1 mil, a empresa foi fundada com o nome de PCÂŽs Limited.
Sua idéia era vender computadores pessoais direto aos clientes, passando por cima dos canais de distribuição tradicionais: as lojas.
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Com o slogan Amo muito tudo isso traduzido pelo mundo: Iâm loving it. (inglĂȘs) Me encanta. (espanhol) Câest tout ce que jâaime. (francĂȘs) Ich lieb es. (alemĂŁo) Jaâ tyckâ om Ă€â. (sueco) ĐČĐŸŃ ŃŃĐŸ Ń Đ»ŃблŃ. (russo) iĆte bunu seviyorum. (turco) nos interessamos pela histĂłria do Mc Donald’s e a disponibilizamos para vocĂȘ.
MCDONALDâS Ă© sinĂŽnimo de Fast Food.
A maior rede deste tipo de alimentação Ă© um dos sĂmbolos do capitalismo e do estilo de vida americano no mundo.
Contestada. Odiada. Alvo de inĂșmeros protestos.
Nada disso parece abalar seu domĂnio no mundo.
A marca se tornou tĂŁo conhecida que a prestigiosa revista The Economist utiliza seu principal sanduĂche, o Big Mac, para fazer comparaçÔes do poder de compra entre os paĂses.
O MCDONALDâS pode atĂ© desaparecer algum dia, mas sua cultura estarĂĄ implantada para sempre.
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Atualmente os tradutores tĂȘm uma importante participação cultural no mundo, onde distribuem conhecimento.
Quando vocĂȘ estĂĄ traduzindo um livro de romance vocĂȘ estĂĄ transmitindo uma cultura, um costume de outros povos.
Imagine vocĂȘ que tem uma vida acadĂȘmica e intelectual, sĂł com o conhecimento que os seus parentes e sociedade lhe deram, certamente vocĂȘ teria uma mente reduzida com falta de conhecimento.
Hoje a maioria dos artigos cientĂficos e atĂ© as descobertas cientificas sĂŁo publicados em inglĂȘs, dai o importante papel do tradutor na sociedade.
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Um belo dia, lĂĄ para o ano de 382, o papa DĂąmaso chegou Ă conclusĂŁo de que alguĂ©m precisava dar um jeito na BĂblia latina.
A BĂblia, como entendida pelos cristĂŁos, Ă© uma coletĂąnea de textos escritos originalmente em hebraico e aramaico. O que os cristĂŁos chamam Novo Testamento sĂł nos resta em grego.
Havia, desde o tempo de Alexandre Magno, uma tradução grega das escrituras judaicas, feita pela comunidade judaica de Alexandria, mas, Ă medida que o cristianismo se expandia para o ocidente e se perdia o conhecimento de grego, fazia-se necessĂĄria uma tradução em latim, que era a lĂngua que a maioria entendia.
Na verdade, jĂĄ existia um texto latino, ou, melhor dizendo, uma porção deles, mas nenhum muito confiĂĄvel. Era necessĂĄrio, entĂŁo – entendia o papa – fazer uma tradução que prestasse ou, ao menos, revisar, organizar, uniformizar e consolidar o que havia.
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Em primeiro lugar, o tradutor precisa estar familiarizado com o assunto de que trata o texto.
Não adianta o tradutor encontrar uma tradução adequada para um determinado termo se ele não entende o significado do termo.
Um erro comum Ă© usar traduçÔes de dicionĂĄrios bilĂngĂŒes ou glossĂĄrios de terceiros sem procurar o sentido do termo em questĂŁo, nem compreender de que forma ele Ă© usado por profissionais da ĂĄrea. Estar familiarizado nĂŁo significa saber tudo sobre a ĂĄrea em questĂŁo.
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A tradução de linguagens de especialidade e de terminologia é uma questão bastante importante no ùmbito da pråtica da tradução em geral.
Uma das principais caracterĂsticas de um texto tĂ©cnico Ă© a utilização de linguagem de especialidade, isto Ă©, a linguagem utilizada numa dada ĂĄrea que engloba tanto a terminologia como as formas de expressĂŁo especĂficas da ĂĄrea em questĂŁo.
A linguagem de especialidade não se limita apenas à terminologia; ela inclui termos funcionais (que descrevem operaçÔes ou processos), e propriedades sintåcticas e gramaticais; adere a convençÔes próprias, tais como evitar a voz passiva (na maior parte dos textos técnicos) e o uso de terminologia consistente.
Todo este conceito é também apelidado de tecnolecto.
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Tradução Ă© uma atividade que abrange a interpretação do significado de um texto em uma lĂngua â o texto fonte â e a produção de um novo texto em outra lĂngua mas que exprima o texto original da forma mais exata possĂvel na lĂngua destino; O texto resultante tambĂ©m se chama tradução.
Quem desconhece o processo de tradução quase sempre trata o tradutor como mero conhecedor de dois ou mais idiomas. Traduzir vai alĂ©m disso. HĂĄ um famoso jogo de palavras em italiano que diz “Traduttore, Traditore”, cuja tradução Ă© “Tradutor, traidor”.
Primeiramente, a tradução envolve dois idiomas, mas nĂŁo para aĂ. As ĂĄreas ou tipos de textos traduzidos Ă© variadĂssimo. Um bom tradutor de romances nĂŁo Ă© obrigatoriamente um bom tradutor de textos cientĂficos, e vice-versa.
Tradicionalmente, a tradução sempre foi uma atividade humana, embora haja tentativas de se automatizar e informatizar a tradução de textos em lĂngua natural â tradução automĂĄtica â ou usar computadores em auxĂlio Ă tradução (Tradutores on-line).
Segundo Marcello Novaes de Amorim, de um ponto de vista ontolĂłgico, a tradução pode ser entendida como o ato de mapear um texto, transportando-o de um domĂnio a outro.
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