TRADUÇÃO TÉCNICA


servico

Serviços de TraduçÔes

A Planner Ă© especializada em traduçÔes e versĂ”es nos principais idiomas (inglĂȘs, espanhol, francĂȘs, alemĂŁo e italiano) e nas seguintes ĂĄreas:

TraduçÔes e versÔes técnicas

Os profissionais da Planner sĂŁo qualificados nas ĂĄreas de engenharia, telefonia, informĂĄtica, treinamento, recursos humanos, marketing, dentre outras.

Tradução e versão de påginas da web

JavaScript, imagens, formulĂĄrios e outros.

Localização de softwares

Interface do usuårio, arquivos de ajuda online e mensagens de erros, compilação e diagramação.

Tradução juramentada

Realizada por profissionais registrados na Junta Comercial.

Artigo de um editor  sobre a Tradução:

Fonte: Juliana Simonetti – Redação Cruzeiro do Sul

Editor fala de como uma tradução pode piorar ou até melhorar um texto

Antes de encarar clĂĄssicos como “Dom Quixote”, de Cervantes, “Guerra e Paz”, de TolstĂłi, ou “Ulisses”, de James Joyce – trajetĂłrias que, sem dĂșvida, exigirĂŁo fĂŽlego do leitor -, para garantir que o caminho seja recompensador e percorrido sem grandes percalços, vale a pena pesquisar qual a melhor tradução oferecida no mercado editorial brasileiro, senĂŁo corre-se o risco de trocar gato por lebre. Ponte entre o leitor e o autor, o tradutor, que Ă© apresentado nas primeiras pĂĄginas do livro e que muita gente nem dĂĄ muita importĂąncia, Ă© peça-chave na literatura estrangeira e pode, facilmente, levar o leitor a amar ou odiar uma obra, com ou sem razĂŁo. “Tem gente que diz que nĂŁo conseguiu passar das primeiras pĂĄginas de Dom Quixote, por exemplo. Na maioria das vezes, essa pessoa pode ter em mĂŁos uma mĂĄ tradução ou, na melhor das hipĂłteses, uma tradução desatualizada. Neste caso, engana-se o leitor ao dizer que nĂŁo gostou de Cervantes. Ele nĂŁo leu Cervantes”, explica Nelson Fonseca Neto, 32, que Ă© professor de literatura e proprietĂĄrio de uma livraria na cidade.

Na literatura russa o problema pode ser ainda mais grave, jĂĄ que muitas editoras trabalham com a tradução indireta, ou seja, do russo para o francĂȘs (ou inglĂȘs, espanhol…) e, posteriormente, do francĂȘs para o portuguĂȘs. “Perde-se muita coisa. Os franceses tendem a aparar as pontas e fazer isso com DostoiĂ©vski, por exemplo, Ă© fatal”, comenta.

Nelson, que trabalhou na preparação de originais da editora Cosac Naify e ajudou na tradução de “Rockers” (de Bob Gruen) , diz que nĂŁo Ă© incomum encontrar traduçÔes que desfiguram o texto original. “Tem muito autor que tem um tom mais coloquial e simples, e quando vocĂȘ vĂȘ a tradução, o texto aparece de maneira mais solene, o que compromete toda a compreensĂŁo do leitor. HĂĄ tambĂ©m casos em que o tradutor parece querer simplificar as coisas ao leitor, e isso tambĂ©m Ă© bastante perigoso.”

As dificuldades na tradução literĂĄria sĂŁo grandes, pois alĂ©m das questĂ”es relativas ao idioma, o tradutor tem que estar atento para chegar o mais prĂłximo possĂ­vel da poĂ©tica do autor, aos efeitos literĂĄrios que se referem a caracterĂ­sticas como a melodia do texto e atĂ© sua linguagem plĂĄstica. GĂ­rias, trocadilhos, neologismos e regionalismos podem deixar as coisas mais difĂ­ceis. Na poesia, a complexidade chega a nĂ­veis ainda mais elevados. “SĂŁo diversas sutilezas, por isso o tradutor, alĂ©m de um domĂ­nio profundo do idioma, deve ter uma veia criativa”, enfatiza Nelson. Por isso, muitos dos grandes tradutores tambĂ©m sĂŁo autores: um caminho de duas vias.

Mas, afinal, Ă© possĂ­vel falar em tradução perfeita, definitiva? Nelson acredita que Ă© impossĂ­vel pensar em uma tradução definitiva para textos literĂĄrios. AtĂ© porque uma tradução pode ser boa para uma determinada Ă©poca e ficar desatualizada ao longo do tempo, devido Ă s modificaçÔes da prĂłpria linguagem vigente. “A tradução Ă© uma tentativa de aproximação, algumas se aproximam com mais intensidade e intimidade. É uma tentativa de entrar no coração da literatura e isso Ă© um trabalho que exige muita dedicação. Para vocĂȘ ter uma idĂ©ia, Bernardina da Silveira Pinheiro demorou cerca de sete anos para traduzir Ulisses. VocĂȘ realmente tem que ser apaixonado pelo texto, nĂŁo acha?”, explica.

Homero de Campos ou Haroldo da Grécia?

E a tal veia criativa de alguns tradutores pode ser tĂŁo apurada que hĂĄ casos em que a tradução revela-se melhor do que o texto original, como atesta o escritor argentino Jorge Luis Borges, autor de “Aleph”: “A tradução de Baudelaire da obra de Poe Ă©, evidentemente, superior ao texto de Poe, uma vez que Baudelaire tinha senso estĂ©tico mais fino do que Poe”.

Nelson Fonseca Neto afirma que o mesmo aconteceu com uma tradução feita por Paulo Leminsky para uma obra de John Lennon, “Um atrapalhado no Trabalho”. “Lennon era um jovem imaturo na Ă©poca. Acredito que Leminsky tenha sim melhorado o trabalho”, opina.

HĂĄ alguns casos em que Ă© preferĂ­vel utilizar o termo “transcriação” para determinadas traduçÔes, como observa o sorocabano. “Sem dĂșvida Ă© um processo bem mais arriscado”, explica. Haroldo de Campos, que alĂ©m de poeta concreto tinha uma carreira sĂłlida como tradutor, se arriscou pelos caminhos de “IlĂ­ada”, de Homero. O resultado, segundo Neto, Ă© bastante bom, apesar de se distanciar de Homero em sua opiniĂŁo. “É de uma imaginação incrĂ­vel. Tem horas que parece que vocĂȘ estĂĄ diante de uma poesia concreta, mas estĂĄ lendo, a princĂ­pio, Homero, entende?”, acrescenta.

Sendo assim, Ă© de se pensar no talento dos tradutores de Paulo Coelho, nĂŁo?

Exemplos

Nelson Fonseca Neto separou dois exemplos para que o leitor possa entender um pouco sobre como a tradução influencia na leitura de uma obra. Na primeira frase de “Anna KariĂȘnina”, uma das mais cĂ©lebres aberturas de romance da histĂłria literĂĄria, de TolstĂłi, Nelson aponta duas disponĂ­veis versĂ”es. O tradutor JoĂŁo Gaspar SimĂ”es apresenta, em edição da Nova Aguilar, o seguinte texto: “Todas as famĂ­lias felizes se parecem entre si; as infelizes sĂŁo infelizes cada uma Ă  sua maneira”. Em uma tradução mais recente de Rubens Figueiredo, pela Cosac Naify, a frase Ă© a seguinte: “Todas as famĂ­lias felizes se parecem, cada famĂ­lia infeliz Ă© infeliz Ă  sua maneira”.

“A mudança Ă© bem sutil. Na primeira versĂŁo, as frases aparecem de maneira indireta, o que, num primeiro momento, nĂŁo parece ser tĂŁo crĂ­tico. Mas pense que essas diferenças surgirĂŁo a cada linha de um romance de 800 pĂĄginas”, enfatiza.

Em “IrmĂŁos KaramĂĄzov”, de DostoiĂ©vski, podemos verificar o mesmo. Na tradução de Oscar Mendes, da Editora Nova Aguilar, novamente, sĂŁo apresentadas construçÔes indiretas. “AlieksiĂ©i FiĂłdorovitch KaramĂĄzov era o terceiro filho de um proprietĂĄrio de terras de nosso distrito, FiĂłdor PĂĄvlovitch, tĂŁo conhecido em seu tempo (dele se lembram, aliĂĄs, ainda) pelo seu fim trĂĄgico, ocorrido hĂĄ treze anos e de que falarei mais adiante”. Na tradução mais recente de Paulo Bezerra, direta do russo (Editora 34), tem-se: “AlieksiĂȘi FiĂłdorovitch KaramĂĄzov era o terceiro filho do fazendeiro de nosso distrito FiĂłdor PĂĄvlovitch KaramĂĄzov, muito famoso em sua Ă©poca (aliĂĄs, ainda hoje Ă© lembrado entre nĂłs) por seu fim trĂĄgico e obscuro, ocorrido hĂĄ exatos treze anos, e sobre o qual relatarei no devido momento”.

“As duas versĂ”es falam da mesma situação, mas como a segunda caminha melhor, nĂ©, nĂŁo? Perceba como cada um resolveu a questĂŁo dos parĂȘnteses. A tradução mais antiga jĂĄ coloca vĂĄrios obstĂĄculos nas primeiras linhas, imagine o drama de ler quase mil pĂĄginas assim”, comenta Nelson.

Cartas a um dedicado tradutor

Autores como James Joyce ou Guimarães Rosa, que inventaram uma porção de palavras, podem dar forte dor de cabeça a seus tradutores. No caso de Rosa, como traduzir a palavra “tantamente” ou o que dizer de “quinculinculim” ou “amormeuzinho”?

Foi apostando nessa possibilidade que Guimarães Rosa inventou mais uma palavra: era preciso “traduzadaptar-se”, como disse a seu tradutor italiano Edoardo Bizzarri.

Para quem tem a curiosidade de espiar um pouco desse processo e enveredar-se pelo “coração da literatura” (como apontou Nelson Fonseca Neto), uma boa dica Ă© o livro “GuimarĂŁes Rosa – CorrespondĂȘncia com seu tradutor italiano – Edoardo Bizzarri” (Editora Nova Fronteira).

Ao longo de dezenas de cartas Ă© possĂ­vel notar em GuimarĂŁes Rosa a generosidade do escritor e mergulhar em sua linguagem. Disse a Bizzarri em uma das missivas: “NĂŁo se prenda estreito ao original. VĂŽe por cima, e adapte, quando e como bem lhe parecer (…) Eu, quando escrevo um livro, vou fazendo como se o estivesse traduzindo de algum ‘ato original’, existente alhures, no mundo astral ou no plano das idĂ©ias, dos arquĂ©tipos, por exemplo. Nunca sei se estou acertando ou falando nessa tradução. Assim, quando me re-traduzem para outro idioma, nunca sei, tambĂ©m, em casos de divergĂȘncia, se nĂŁo foi o Tradutor quem, de fato, acertou, reestabelecendo a verdade do original ideal, que eu desvirtuara…”.

Bizzarri, do outro lado, vivia as angĂșstias de adentrar naquele sertĂŁo do tamanho do mundo. “Confiava, progredindo na tradução, reduzir o nĂșmero das dĂșvidas. Parece que estĂĄ acontecendo o contrĂĄrio. A luta com o concreto, exĂłtico, o termo no seu sentido material e na sua ligação etimolĂłgica Ă©, de fato, brava; mas preciso enfrentĂĄ-la e esmiuçar tudo, para depois tentar chegar Ă  reconstrução da mensagem poĂ©tica”. Quando enfim terminou o trabalho, desabafou a GuimarĂŁes. “Primeiro: com toda a sinceridade, peço-lhe desculpas. A tradução – acho – saiu, comparativamente boa. Duvido que outro tradutor tivesse enfrentado a tarfea com maior dedicação, esforço, estudo, vontade de acertar. Mas aqui vem o Diabo. Duvido tambĂ©m, e muito, que a tradução tenha saĂ­do como eu almejava, como eu queria mesmo que fosse. Excesso de ambição?

Certo, presumi de minhas forças quando, num impulso de amizade e otimismo, aceitei os prazos do editor. Agora, VocĂȘ, Miguilim e eu sabemos que nada Ă© pesado demais, ‘se a gente puder ir devagarinho como precisa, e ninguĂ©m nĂŁo gritar com a gente para ir depressa demais”.

NĂŁo havia com o que se preocupar, do outro lado estava GuimarĂŁes: “O volume estĂĄ aqui. Reabro-o, no momento, em qualquer pĂĄgina, qualquer parĂĄgrafo, qualquer frase – e dou gritos de marinheiro descobridor de novas terras, de sertanejo na seca achada de outras ĂĄguas. AlelĂșia. No geral e em cada detalhe, VocĂȘ foi imenso (…) Basta dizer que, pelo menos duas das estĂłrias (a de LĂ©lio e Lina e a do Cara-de-Bronze) me parecem agora, sim, verdadeiramente escritas, levadas, fiel e muito, acima do original. Mas, o livro inteiro, apresentase-me em outra luz, represtigiado. VocĂȘ milagrosamente, atendeu a tudo: mas mais, mais para adiante, mais avante, mais Ă  frente. Fico tonto”.

Grandes tradutores sorocabanos

Entre os grandes tradutores brasileiros da atualidade, destacam-se dois sorocabanos: JosĂ© Rubens Siqueira (que jĂĄ fez traduçÔes de obras de escritores como J.M. Coetzee e Doris Lessing, ambos vencedores do PrĂȘmio Nobel de Literatura, alĂ©m do americano Paul Auster, entre outros) e Modesto Carone, mais conceituado tradutor da obra de Franz Kafka.

Tags

TRADUÇÃO TÉCNICA | TRADUÇÃO INGLÊS | FAZEMOS TRADUÇÃO DE TEXTOS | EMPRESA DE TRADUÇÃO | TRADUÇÃO DE DOCUMENTOS | TRADUÇÃO PARA PORTUGUÊS | TRADUÇÃO PARA O INGLÊS TRADUÇÃO TÉCNICA | TRADUÇÃO INGLÊS | FAZEMOS TRADUÇÃO DE TEXTOS | EMPRESA DE TRADUÇÃO | TRADUÇÃO DE DOCUMENTOS | TRADUÇÃO PARA PORTUGUÊS | TRADUÇÃO PARA O INGLÊS
TRADUÇÃO TÉCNICA | TRADUÇÃO INGLÊS | FAZEMOS TRADUÇÃO DE TEXTOS | EMPRESA DE TRADUÇÃO | TRADUÇÃO DE DOCUMENTOS | TRADUÇÃO PARA PORTUGUÊS | TRADUÇÃO PARA O INGLÊS
TRADUÇÃO TÉCNICA | TRADUÇÃO INGLÊS | FAZEMOS TRADUÇÃO DE TEXTOS | EMPRESA DE TRADUÇÃO | TRADUÇÃO DE DOCUMENTOS | TRADUÇÃO PARA PORTUGUÊS | TRADUÇÃO PARA O INGLÊS